Acho incrível o quanto a escrita me domina, as vezes penso em escrever algo, e quando concluo, vejo que escrevi algo totalmente diferente daquilo que tinha pensado, ou até mesmo vivido. Não sei se entendeu o quis dizer com isso, mas vou facilitar contando o que acontece comigo. Quando escrevo, não são os meus sentimentos que aparecem nos textos, mas sentimentos colhidos de arvores alheias, são frutos pedindo para serem degustados. Bem, essa não é a palavra adequada, diria dissecados. No entanto, pode ser que aconteça diferente, isto é, os meus sentimentos podem aparecer, mas lhe dou uma dica, nunca leia um texto, tentando entendê-lo através de seu autor. Quando assim o fazemos, perdemos muito, pois não olhamos devidamente para o texto, e deixamos de perceber a riqueza que ele traz.
- Permite-me abrir um parênteses?
Não ouvi sua resposta, então decidirei eu. Sim, você pode abrir um parênteses.
- Obrigada.
(Talvez pense que estou bêbada ou louca. Será?! Você pode pensar isso, eu não ligo. Até porque, não é em mim que você tem que se focar, mas no escrevo, é assim que prefiro. Nunca fiquei bêbada, nem nunca vivi um amor de verdade, já amei, mas nunca vivi de fato um amor. Somente paixonites agudas e bem infantis, mas porque estou escrevendo isso? Não sei. Deu vontade).
Eu me pergunto com acabarei este texto, não sei se esse é o nome que devo chamá-lo. Isso porque, inicialmente era um comentário num blog qualquer, em um dia qualquer, e então decidi não mais usá-lo como comentário. E agora? O que farei?
Vi-me agora como Clarisse, uma amiga muito velha e conhecida, conhece-me como ninguém, suas palavras disseram-me isso. Ah, também me vi como Ana, ambas responsáveis pelo momento epifâniaco que tive.
Passou. Agora o jeito é terminar o que comecei. E então... Acho que acabei. Não há nada mais que eu queira lhes dizer agora. Ops, dizer-lhes?!
Passou. Agora o jeito é terminar o que comecei. E então... Acho que acabei. Não há nada mais que eu queira lhes dizer agora. Ops, dizer-lhes?!
Texto que comecei de um jeito, e acabei de modo totalmente inesperado (nem eu esperava que acabasse dessa forma), simplesmente o escrevi. E... Deu nisso. Como disse, a escrita me domina. Beijos.
Obs. Quis mostrar um pouco do que sinto ao escrever. A extrema confusão, incerteza e revelação, pois sei que nesse infinito de possibilidades que é a escrita, eu me conheço, me afirmo, e redescubro.