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Banquinho da minha praça |
- E lá vou eu me decepcionar novamente!
Essa foi primeira frase que pensei quando me descobri gostando.
Odiei!
Odiava a sensação de descobri-me gostando, digo gostando e não amando.
A palavra amando é uma muito forte. Tenho medo dela. Traz implicações. Prefiro dizer gostando.
Não sabia se o teu olhar me dizia a verdade, mas mesmo em meio a incerteza, eu simplesmente queria mergulhar nele.
Isso era insano!
O via sempre sentado naquele banquinho da praça. E o nervosismo atacava-me, o Pois sempre que o via lá, queria ir encontrá-lo. E mais uma vez eu pensava que isso era insano, que não devia ser daquela forma.
Você era o ímã e eu o metal. Era atraída por ti de modo devastador.
E olha que engraçado, você se resume em simplicidade. Teu rosto é comum, teu tamanho é comum, seu cabelo é comum, fisicamente não via nada de diferente em você.
Creio que essa é a grande questão.
O seu jeito comum de ser, isto é, de ficar naquele banquinho da praça me comendo com os olhos toda vez que passava, conquistou-me. No meio de tanta gente ‘interessante’, e, portanto vazia, você se destacou com a sua real singularidade. Um mundaréu de pessoas simula, negam a si. Você não. Conquistou-me com o seu sincero e profundo olhar.
Hoje sei que não me decepcionei.
Nunca esquecerei o que me tornei com você, nem as palavras que hoje sustentam o que eu sou:
- Vem, você pode, você é.
Mostrou-me uma dolorosa verdade: sou melhor quando sou eu mesma!
E eu disse:
- Vou, sei que serei se estiver ao meu lado.
Nunca esquecerei aquele banquinho de praça
Meu banquinho de praça.